Service Desk Ops
Visão Geral
O Service Desk Ops é o serviço especializado da Sensedia para a gestão end-to-end dos chamados regulatórios abertos no Service Desk do Banco Central do Brasil (Bacen) e da Susep. Quando uma instituição participante do ecossistema Open Finance ou Open Insurance recebe uma ocorrência de outra instituição ou do próprio regulador, ela tem um prazo rigoroso para responder — e a qualidade dessa resposta impacta diretamente sua reputação e conformidade regulatória.
O Service Desk Ops assume essa operação com estrutura técnica, SLA regulado (conforme a Instrução Normativa vigente) e visão consolidada de todos os indicadores críticos da operação Open.
Problema que resolve: sem uma operação dedicada, os chamados regulatórios ficam dispersos entre times de tecnologia, compliance e negócio da instituição, sem um dono claro, sem controle de SLA e sem visibilidade executiva. Isso aumenta o risco de desconformidade regulatória e de penalidades por atraso ou resposta inadequada.
Modelo de Atuação
O Service Desk Ops opera de forma proativa e reativa ao longo de cinco fases sequenciais, formando o Playbook de tratamento de chamados regulatórios:
- Recebimento e Classificação — Entrada e triagem do chamado no Service Desk regulatório.
- Análise Técnica e Direcionamento — Estruturação da resposta e encaminhamento para o time correto.
- Tratativa e Mitigação — Resolução técnica dentro dos prazos regulatórios.
- Monitoramento e Governança — Controle contínuo da operação regulatória via dashboards.
- Insights e Evolução Operacional — Transformação dos incidentes em aprendizado e melhoria contínua.
Itens de Escopo e Entregas
1. Gestão e Triagem de Chamados
Todo chamado aberto no Service Desk do Bacen ou Susep contra a instituição passa pela triagem especializada da Sensedia:
- Classificação técnica do chamado: análise inicial do incidente, identificação do contexto regulatório e avaliação do impacto sobre a operação Open da instituição.
- Avaliação de SLA: mapeamento do prazo regulatório aplicável ao chamado (ex: 16h úteis para triagem inicial) e definição de prioridade.
- Validação de escopo: identificação de qual camada é responsável pela falha — API Gateway (Sensedia), backend do cliente, ou questão de jornada/consentimento.
- Definição de prioridade: classificação de criticidade com base no impacto regulatório e no prazo disponível para resposta.
- Formalização do fluxo de atendimento: registro estruturado do chamado, organização de evidências e definição das partes envolvidas.
Como a Sensedia ajuda: triagem especializada, avaliação de SLA e priorização estruturada desde o primeiro contato com o chamado.
2. Escalonamento N2 / N3
Após a triagem, o chamado segue um fluxo de escalonamento estruturado conforme a natureza do problema:
- Escalonamento N2: quando o problema envolve o backend ou aplicações do cliente (front-end, regras de negócio, integração com sistemas legados). A Sensedia identifica o problema, documenta o contexto técnico e encaminha com clareza para o time do cliente.
- Escalonamento N3: quando o problema está na camada da plataforma Sensedia (API Gateway, Authorization Server, Consent Engine). A Sensedia assume a resolução diretamente.
- Ponte técnica estruturada: a Sensedia atua como intermediária entre o cliente e o regulador, organizando evidências, estruturando a comunicação e garantindo rastreabilidade de todo o fluxo.
- Controle de responsabilidades: definição clara de quem é responsável por cada ação em cada etapa, evitando lacunas que resultem em atraso de resposta.
Como a Sensedia ajuda: ponte técnica estruturada, organização de evidências e controle de responsabilidades em todo o fluxo.
3. SLA e Governança Regulatória
O controle de SLA é crítico no contexto regulatório. O atraso em uma resposta pode gerar apontamentos e penalidades para a instituição:
- Monitoramento de SLAs de resposta e solução: acompanhamento contínuo dos prazos de cada chamado em aberto, com alertas preventivos quando o prazo está próximo do vencimento.
- Controle de criticidade: classificação dinâmica dos chamados com base na urgência regulatória e no impacto operacional.
- Acompanhamento ativo: visão unificada de todos os chamados abertos, em tratativa e encerrados, com status atualizado.
- Comunicação estruturada: templates e fluxos de comunicação padronizados entre Sensedia, cliente e regulador, garantindo profissionalismo e rastreabilidade.
Como a Sensedia ajuda: acompanhamento ativo, controle de SLA e comunicação estruturada em todos os chamados.
4. Monitoramento e Indicadores
A operação regulatória precisa de visibilidade contínua para identificar padrões e agir proativamente:
- Dashboards de operação (ex: Amazon QuickSight): monitoramento em tempo real dos chamados abertos, SLA cumprido vs. violado, tempo médio de resposta e distribuição por tipo de incidente.
- Análise de recorrência: identificação de chamados que se repetem com a mesma causa raiz, sinalizando problemas estruturais na operação.
- Controle de criticidade: visão executiva do estado atual da operação regulatória, com classificação por severidade.
- Relatórios executivos: reports consolidados para a liderança da instituição, com visão da saúde da operação Open e dos principais riscos em aberto.
Como a Sensedia ajuda: relatórios executivos, checkpoints recorrentes e visão consolidada da operação.
5. Checkpoints e Relatórios
A governança da operação é sustentada por rituais de acompanhamento:
- Reuniões recorrentes de checkpoint: encontros periódicos entre Sensedia e o time do cliente para revisão de chamados abertos, SLA, prioridades e riscos.
- Reports consolidados com visão executiva: relatórios periódicos com KPIs da operação regulatória, tendências e recomendações de ação.
- Organização de evidências: curadoria e estruturação de logs, prints e payloads para uso em auditorias e devolutivas ao regulador.
6. Insights e Melhoria Contínua
Cada chamado tratado é uma fonte de aprendizado para fortalecer a operação:
- Análise de causa raiz (Root Cause Analysis — RCA): diagnóstico detalhado dos incidentes recorrentes, identificando onde na cadeia técnica ou regulatória está a origem do problema.
- Identificação de padrões estruturais: análise cross-chamados para descobrir falhas sistêmicas que precisam ser endereçadas no produto, na integração ou nos processos internos.
- Plano de melhoria: recomendações priorizadas para eliminar as causas raiz dos chamados recorrentes e elevar a maturidade operacional.
- Redução de reincidência: implementação de melhorias que reduzem o volume de novos chamados sobre os mesmos temas, melhorando os indicadores regulatórios da instituição.
Como a Sensedia ajuda: recomendações estratégicas e evolução orientada a dados.
Playbook Completo — Fluxo Operacional
[Entrada do Chamado]
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┌─────────────────────────────────┐
│ FASE 1: Recebimento │
│ Classificação de criticidade │
│ Validação de escopo │
│ Definição de prioridade │
└────────────┬────────────────────┘
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┌─────────────────────────────────┐
│ FASE 2: Análise e Direcionamento│
│ Escalonamento N2 (cliente) │
│ Escalonamento N3 (Sensedia) │
│ Organização de evidências │
└────────────┬────────────────────┘
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┌─────────────────────────────────┐
│ FASE 3: Tratativa e Mitigação │
│ Acompanhamento ativo │
│ Controle de SLA │
│ Comunicação estruturada │
└────────────┬────────────────────┘
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┌─────────────────────────────────┐
│ FASE 4: Monitoramento │
│ Dashboards (QuickSight) │
│ Relatórios executivos │
│ Checkpoints recorrentes │
└────────────┬────────────────────┘
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┌─────────────────────────────────┐
│ FASE 5: Insights e Evolução │
│ Análise de causa raiz │
│ Plano de melhoria │
│ Redução de reincidência │
└─────────────────────────────────┘
Resultados Esperados
- Redução de risco regulatório e reputacional pela gestão estruturada de chamados
- Respostas mais rápidas, completas e bem documentadas ao regulador
- Maior previsibilidade operacional com controle claro de SLA e criticidade
- Visão executiva consolidada da saúde da operação Open
- Maturidade operacional crescente pela análise de causa raiz e melhoria contínua
RACI — Service Desk Ops
Legenda: R = Responsável | A = Aprovador | C = Consultado | I = Informado
Gestão de Chamados
| Atividade / Entregável | Sensedia | Cliente | Premissa / Exclusão |
|---|---|---|---|
| Triagem e Classificação de Tickets (Bacen/Susep) | R/A | I | Análise técnica realizada na plataforma de suporte. |
| Correções de aplicação de front-end ou backend do cliente | I | R/A | Problemas identificados pela Sensedia são encaminhados para N2/N3 do cliente. |
| Acesso a Ferramentas e Dashboards | C | R/A | Premissa: cliente deve liberar acesso às ferramentas, relatórios e ambientes necessários para análise técnica. |
SLA e Performance
| Atividade / Entregável | Sensedia | Cliente | Premissa / Exclusão |
|---|---|---|---|
| Monitoramento de SLAs de Resposta e Solução | R/A | C | SLA de 16h úteis para triagem conforme IN vigente. |
| Disponibilização de Logs e Evidências do Backend | C | R/A | Premissa: cliente deve fornecer logs e evidências para análise técnica da camada de backend. |
| Elaboração de RCA (Root Cause Analysis) técnico | C | R/A | Focado na camada de API/Open (Sensedia); análise de causa raiz no backend é responsabilidade do cliente. |
Interoperabilidade
| Atividade / Entregável | Sensedia | Cliente | Premissa / Exclusão |
|---|---|---|---|
| Abertura de Tickets no Service Desk do Regulador | R/A | I | Sensedia atua em nome do cliente perante o ecossistema regulatório. |
| Fornecimento de Certificados e Chaves de Acesso | I | R/A | Exclusão: gestão administrativa de acessos e credenciais é de responsabilidade do cliente. |
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